E quando a adaptação no Ensino Infantil não acontece?


A vida é SIM, cheia de surpresas, imprevistos, mudanças de planos, e isso não pode ser encarado como falta de sorte, ou azar, alias, pode acontecer com qualquer família...

Se você estiver passando por essa situação, calma, nem tudo está perdido, e é mais comum do que você imagina, ser surpreendida com um resultado que não preenche nossas expectativas... Sim, a maternidade é uma caixinha de surpresas e não tem manual. Existem dicas e experiências que dão certo para uns e outros não...

Já contei neste post aqui, que eu coloquei o Vitor na escola quando tinha 2 anos e meio, achando que seria a melhor coisa do mundo, que ele iria adorar, mas foi um total engano...

O Vitor falou bem cedo, e por ser muito falante, e gostava muito de brincar (como qualquer criança), decidi colocar na escola, por conta de muitos “incentivos”, na qual afirmavam que ele iria amar a escola, porque lá teria muitas crianças para ele brincar...

Engano TOTAL.
Gastei dinheiro com matricula, uniformes, material escolar, e foi tudo ao contrário do que todas as pessoas me diziam... O Vitor não gostou e chorou todos os dias.

A adaptação foi feita, ficando pouco tempo na escola, mas mesmo assim nada dava jeito. Então, decidi seguir meus instintos e tirei da escola.

E na época algumas mães fizeram os questionamentos abaixo:
- Se meu filho iria mandar na mãe futuramente, se eu o tirasse dá escola...
- Se meu filho não iria gostar da escola futuramente, já que ele chorou e eu tirei... E no futuro iria chorar para me manipular novamente...

A criança com 2 anos de idade não tem maturidade sobre a questão de “manipulação”, ou seja, qualquer choro de criança, tem um motivo, seja carência, alguma doença, incomodo, sono, fome, entre outros motivos que deve ser observado pelos pais ou um profissional da saúde.
O melhor a fazer é sempre acolher o choro, entender, compreender, e não abandonar na convicção de que só assim não seremos manipulados por uma criança. Aqui, nesse contexto é mais uma questão de compreender e auxiliar uma nova etapa, que é a adaptação a escola, do que uma questão de adulto que é manipular os outros...

Para esclarecimento de dúvidas, e para a segurança dos pais, que desejam entender nossa experiência, de colocar e tirar da escola e só colocar novamente com 4 anos de idade foi assim:

- Meu filho foi mais seguro e confiante com 4 anos de idade na escola, curtiu muito aprender e fazer amigos novos.

- Ele chorou bem pouco nos primeiros dias, nada comparado quando foi aos 2 anos de idade, e é normal chorar um pouco, sentir insegurança.
- Ao longo dos dias meu filho percebeu que eu iria levar e buscar conforme o combinado, e logo ficou tranqüilo, fez amizades e curtiu muito a nova etapa.

- Ao contrário do que dizem ou pensam, meu filho criou um vínculo de amor e confiança ainda maior comigo, porque eu na época senti e percebi as necessidades individuais dele, e não fui egoísta e orgulhosa a ponta de não voltar atrás de uma decisão...

- Percebi que meu filho precisava desse tempo maior em casa, para desfraldar, para ter o cochilo da tarde que é recomendado até os 4 anos de idade, para ter o livre brincar em casa e ao ar livre, para a gente interagir como mãe e filho, com a natureza, etc...

Quando a criança é menor de 4 anos de idade, e a adaptação não acontece, você tem duas alternativas.

1) Tirar a criança da escola, e esperar completar 4 anos de idade. Nessa fase a criança estará mais segura, terá menos medo, e terá um domínio da fala bem mais ampla e segura. Nessa fase a criança geralmente já desfraldou o que também é muito bom para os pais e criança...

2) Procurar uma nova escola, visitar, conhecer, e conversar sobre o problema atual... Tentar negociar com a escola a possibilidade de fazer uma adaptação, antes de fazer todo o processo de matrícula, compra de uniformes e materiais escolares.

Se a criança for maior, o ideal antes de mudar de escola, é fazer uma observação minuciosa, para saber e entender qual o problema está desmotivando a criança na escola. Tenho um post aqui, falando sobre alguns motivos que levam a desmotivação dos maiores. Se for apenas insegurança, logo nos primeiros dias a criança se adapta.

Além de observar é necessário conversar em casa, perguntar sobre o que está acontecendo e depois levar a situação para a professora e direção da escola, que fará uma observação específica do caso.

Espero ter ajudado, esse texto é uma dúvida que precisava compartilhar e ficou pendente de publicar para as mães que passam pela mesma situação, e ficam inseguras sobre a questão de voltar atrás de uma decisão que no início parecia atrativa... Escute seu instinto de mãe e seja feliz.♥ ♥ ♥

Melhor é errar, ter a humildade de voltar atrás, perder um pouco de dinheiro e ver um filho em casa feliz (no meu caso lá na época, em 2013), aproveitando a infância, do que eu manter meu orgulho intacto dizendo que somente os fracos voltam atrás... Precisa ser bem forte para agüentar a pressão externa, ter humildade de perceber o individuo como único e dizer, pensei que foi assim, mas na verdade é assado... Borá mudar o rumo da história, porque essa não deu certo...

A vida é assim, cheia de erros e acertos, os pais não sabem tudo, mas se o seu foco sempre for fazer o bem, o que é correto, não visando dinheiro e oportunidades (somente), e sim o ser humano, mesmo quando você errar, saberá o melhor a fazer...
Beijos e até a próxima.

3 comentários:

  1. Oi Ju e Vitinho!

    Esta adaptação nem sempre é fácil. Algumas crianças se dão bem na escola mais cedo, outras não.

    Temos que respeitar sim a aceitação e o bem estar da criança. Para isso Deus nos confiou os filhos. Para prestarmos atenção nas necessidades deles.

    Você foi muito sábia prestando atenção no Vitinho, não nos conselhos dos outros. Conselho é bom. Mas quem sabe discernir o que é bom ou não para os filhos é quem mais os conhece.

    Eu particularmente, respeito a opinião de todos, mas não sou favorável à entrada da criança muito cedo na escola. Penso que primeiro deve-se firmar os valores familiares bem incutidos na mente da criança. Para depois se abrir ao leque das diferenças, influenciando para o bem e não sendo influenciado para o mal.

    Beijos e linda semana para vocês!!!

    Re e Laura

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    1. Oi Re e Laura, tudo bem.

      Obrigada pela visita, pelo comentário aqui no blog.
      Depois que me tornei, procuro afirmar sempre aquilo que já vivemos, que conheço, ou que já tinha vivido e sofrido
      quando ainda criança... Muitas referências e o meu modo de viver, é baseado na minha vivência da infância...
      Aquilo que tocou meu coração ser importante, é o que priorizo hoje na maternidade, principalmente as coisas de Deus,
      educação, acolhimento, a vida simples...

      Também tenho essa sensação, que reforçar os laços em casa primeiro, de amor, empatia, educação, entre outras
      coisas é melhor, para depois inserir a criança na sociedade, no convívio.... Eu mesma posso afirmar que sua opinião é certíssima, porque vivenciamos exatamente isso que você falou... Mas cada família tem uma necessidade e opinião...

      Não foi fácil voltar atrás, ignorar os gastos que tivemos, e principalmente a opinião alheia, mas a tranquilidade do coração e da alma, foi a sabedoria que me conduziu.... Ver um filho feliz, tranquilo, voltando ao estado de espírito feliz e alegre, não tem preço...E claro, tive o total apoio do meu esposo, que me deu a liberdade que tomar a decisão que achasse melhor para a família, sem colocar o dinheiro e os gastos na frente da decisão....

      O importante é sempre acolher cada filho, cada situação, e não jogar todas as crianças dentro de um mesmo saco de farinha, porque sabemos que a vida não funciona assim...

      Muito obrigada por suas palavras.
      Beijos grande,
      Ju

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  2. Ju, a gente se frustra quando planeja algo para os nossos filhos e não acontece da maneira que esperamos...
    Aí a gente precisa parar e fazer analisar a situação.
    Você foi muito sábia e prudente esperando o momento propício para que o Vitinho começasse a estudar.
    Acho muito importante compartilhar conosco sua experiência e vivência, pois com certeza outras mamães irão perceber que não estão sós.

    bjs, Cris

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