Brinquedos são para brincar ou para guardar?

Vira e mexe, eu escuto:
- Tenho guardado o brinquedo tal, tal e tal, de quando eu era criança.
Mas observe, a conversa nunca para por aí, sempre vem um complemento...
“Geralmente”, depois de alguns segundos vem a continuação da conversa: 
- A minha mãe não deixava eu brincar. Eu brincava um pouquinho e logo na sequência a minha mãe guardava na caixa, na parte mais alta do guarda-roupa.

E isso eu não escutei só uma ou duas pessoas falarem. Já ouvi várias pessoas falando desta mesma forma, com essa mesma experiência e lembrança da infância.
E que tal, a gente fazer uma análise juntas, dessa situação ocorrida na infância?

Você acha de verdade, responda para si mesma (o), você achava divertido brincar um pouco e na sequencia o brinquedo ser retirado da sua mão e guardado na caixa?
Guardado para que?
Guardado porquê?
A sua casa era algum tipo de museu, que pretendia guardar e colecionar brinquedos?

Eu pretendo guardar alguns brinquedos do Vitor (para recordação), mas não somente os lindos, maravilhosos, caros e em perfeito estado.... Na verdade, o que desejamos guardar (quando o Vitor não brincar mais), são os brinquedos que ele mais brincou, que fez a alegria dele na infância, que são os seus bonecos do Homem-Aranha. Mesmo que esteja feio, sem perna, ou colado mais de 10 vezes, são principalmente esses brinquedos que desejamos guardar, na qual representam uma infância cheia de lembranças, cheia de vida, alegria e diversão.

Brinquedos muito conservado ou quase intocado, “geralmente” não foram bem aproveitados, não é verdade?

E pode perceber, quando a pessoa (o adulto) tem brinquedo guardado e intacto da sua infância, na primeira oportunidade o seu filho ou filha vai brincar e estragar alguma coisa do brinquedo, pode perceber...

Porque você, no ímpeto de compartilhar a sua infância com a infância do seu filho (a), o mais rápido possível, vai oferecer o brinquedo que não é (ainda) para a idade deles, e a criança em um piscar de olhos vai acabar com o brinquedo. Fala a verdade, é ou não é desse jeito que estou falando?
Ou pelo menos, a criança vai dar uma estragadinha básica no brinquedo (rs), mesmo que sem querer (na verdade acredito que nunca é intencional), só para provar para você, que não adiantou nada sua mãe ter o maior zelo do mundo com o brinquedo, quando você era criança.

E de quem é a culpa?

Mas será que existe culpa, ou culpados nessa história?
Eu penso que talvez não exista culpa, apenas pessoas tentando acertar em alguns momentos da vida, tentando preservar as coisas erradas, ou seja, as coisas materiais.
O material acaba. Sabemos que nada trouxemos ao nascer e assim nada levaremos ao morrer (nada material, físico, bens, dinheiro, etc.).

Brinquedos são para brincar, porem cada idade necessita de estímulos, brinquedos e brincadeiras apropriados para a idade.

Em todo caso, se for a julgamento essa situação (risos), a culpa é com certeza do adulto, seja por não deixar a criança brincar, ou por oferecer um brinquedo que não seja apropriado para a idade.

Todo o adulto que deseja compartilhar um brinquedo que era da sua infância, deve esperar a criança ter pelo menos 4 anos de idade ou mais (de preferência a partir dos 5 anos de idade).
A partir dos 4 anos, você consegue explicar para seu (sua) filho (a), a emoção que aquele brinquedo tinha para você.... Vocês podem e conseguem brincar juntos, e ao mesmo tempo relembrar as épocas boas...
Se é que a emoção foi realmente boa, porque se os brinquedos foram privados de brincar na infância para não quebrar, pouca emoção teve, não é verdade?

E quando chegar a hora de compartilhar seus brinquedos da infância com seus (suas) filhos (as), lembre-se: quebrou, caiu, estragou, paciência.... Cada criança é única, cada criança brinca de um jeito, e acidentes também acontecem.

Eu acho que podemos aprender e tirar uma lição com tudo isso... Brinquedos são para brincar, e o que vale e importa mesmo, são as pessoas e não o que elas possuem.
As melhores lembranças e recordações são essas que ninguém pode quebrar, apagar, estragar, e estão em nossas memorias e corações.

Preserve apenas, o que realmente é importante e importa nessa vida, ou seja, as pessoas, a convivência, a felicidade de estar ao lado dos filhos...

Guardar um brinquedo que não esteja (talvez) em perfeito estado, mas que fez a alegria dos filhos, é como reviver uma infância cheia de vida, é relembrar aqueles momentos vividos que não voltam mais.
Pense nisso, e você vai sofrer menos, vai se frustrar menos, caso a criança detone e quebre em 5 segundos, um brinquedo guardado a mais 30 anos, por exemplo...

Se desprenda das coisas materiais...
Não se culpe tanto...
Cobre menos, e viva mais.

Isso é uma lição de vida para mim e para você.

Beijos no coração.

3 comentários:

  1. Há eu concordo é a pura verdade, muitas vezes eu não podia brincar, pois a minha mãe guardava, ei deixo o Gabriel brincar muito, tem vários carrinhos quebrado e pretendo guardar esses de recordação para ele e para mim que brincou tanto com ele.
    Bjs Ju
    Mari

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  2. É Ju!!! Cobrar menos e viver mais... dificil teoria que deve ser vivenciada na pratica.
    Sabia que tenho um pianinho, ferrinho de passar roupa, a maezinha (que hoje está no meu post - convidada rs), e uma Susi Ciclista? Todos antigos mas em perfeito estado, ou quase..rs
    Hoje são da Maria.. Peço para ter cuidado pois são importantes para mamãe, mas se estragarem são brinquedos e estão cumprindo sua função. Brincar!!!

    Tive uma ideia!!!!!!

    Beijossss

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  3. Amiga... é bem assim mesmo.... eu costumo guardar, na verdade eu faço rodízio dos brinquedos, deixo à disposição do Joseph os que ele mais gosta e brinca com frequência, já outros de peças pequenas eu guardo sim... afff nunca tinha pensado por esse lado... realmente se guardamos eles não vão brincar... olha eu aprendendo com vc...
    bjss

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