Você quer conhecer o seu filho? Saber como ele pensa e vê o mundo? Leia para ele.

Já faz um tempinho que os padrinhos do meu filho, que são meus cunhados, deram os livros da campanha do "Banco Itaú" para o meu filho. São livros solicitados ao “Banco Itaú”, da campanha “Leia para uma criança”. Minha cunhada solicitou os livros e deu.

Mas eu ainda não tinha lido os livros para o meu filho.

E ontem à noite, enquanto meu marido tomava banho, aproveitei para contar as histórias.
Meu filho está em uma fase de medo do escuro, enquanto puder deixar as luzes acessas ele gosta, então aproveitei para ler junto com ele.

Primeiro lemos juntos a história: E o dente ainda doía.

É a história de um jacaré que tem um dente doendo, que reclamava muito e por isso vários animais da floresta vinham ajudá-lo com suas idéias, mas nada adiantava.
Só no final da história que a solução aparece...

E para deixar a história do jacaré interessante, eu perguntava para meu filho se ele conhecia o bichinho que vinha ajudar o jacaré e depois contávamos quantos deles tinham na página.
E para ficar engraçada a história, depois de ler tudo que o jacaré fez e não resolveu, no final eu já começava a dar risada dizendo que nada resolveu...e o dente ainda doía...rs
Meu filho achou engraçado, dava risada junto e ficou ainda mais interessado na história....

Na segunda história “O mundo inteiro” a gente explora mais os acontecimentos, as cenas.

O livro mostra que o mundo é grande, enorme, mas que temos o nosso mundo, com nossos acontecimentos, ações e reações.
Eu compreendi que existe um mundo inteiro lá fora, mas temos o nosso mundo aqui dentro, ai dentro na sua casa.

E o que chamou a minha atenção nessa segunda história, foi a pergunta que o meu filho fez na página em que as crianças estão em cima da árvore...

Na página que mostra eles em cima dos galhos...

Meu filho perguntou:
- Mas porque as crianças estão em cima da árvore, tem bonecos lá em cima?

Na cabeça do meu filho de 3 anos e 4 meses, ele só se interessaria em subir na árvore, se lá tivesse algo que ele brinca, ou seja, bonecos de super-heróis.
E ainda meu filho ficou com aquela cara de interrogação, tipo querendo perguntar por teria bonecos em cima da árvore e não no chão?
Tipo querendo saber, porque não deixaram os bonecos de brinquedo no chão, que é mais fácil para as crianças pegarem...?

Ai eu expliquei que subir na árvore também é uma "brincadeira e forma de se divertir".
Que existem algumas árvores que são fáceis de subir, que é divertido, e ao mesmo tempo é um desafio, um obstáculo, que algumas crianças gostam.
E que não tinha nenhum boneco em cima da árvore...(risos).
Ou seja, meu filho não tem interação com a natureza, não sabe explorar, admirar e fazer do simples ato de subir na árvore, uma diversão.

Essa atitude é algo para se pensar...
Meu filho faz parte de uma geração de brinquedos e brincadeiras de plástico, eletrônicos, brinquedos comprados, brinquedos pronto que venham especificamente de lojas.
Eu também tive brinquedos de todos os tipos quando criança, mas eu também subi em árvore no sítio da minha avó materna, brinquei de bolinha de gude, saquinhos de areia, amarelinha feita de giz no chão, etc.

Essas e muitas outras brincadeiras, que são de outras épocas, são tão legais tanto quanto ganhar um “brinquedo eletrônico”.
Essas brincadeiras antigas ajudam na interação com outros amiguinhos e saem do individualismo, do consumismo.

Tudo bem que o meu filho é MUITO pequeno ainda para conhecer e entender essas brincadeiras.
Mas esse comentário do meu filho serviu como um alerta de atenção aqui em casa.
Pois ele está crescendo e precisamos dar a ele essa oportunidade de conhecer brincadeiras tão boas, com pouco custo e que são interessantes tanto quanto um vídeo-game, por exemplo.
Precisamos também, conviver mais com a natureza, apesar de eu sempre levar o meu filho em praças e parques.

O que precisamos é de tempo para passear, brincar e ensinar essas brincadeiras aos nossos filhos.

Já estou pensando em logo, comprar umas bolinhas de gude e fazer os saquinhos de areia, para a gente brincar com meu filho.

Eu, você, nós, as escolas, não podemos deixar essa infância “simples e maravilhosa” morrer.

Você concorda comigo?

Então, quando oportuno, faça o mesmo ai na sua casa.

Vamos juntas, resgatar brinquedos e brincadeiras que custam pouco, mas que é diversão garantida também.

Beijo no coração.

Estava com saudade de escrever.

Meu blog passou por uma mega melhoria, então fiquei focada nesse trabalho de apoio.
Agora estou de cara nova aqui no blog e lá no Facebook.
Mega feliz com essa conquista.

Até a próxima.
Beijos,
Mãe Sem Fronteiras.

4 comentários:

  1. Adoro ler para meu filho, faço isso desde que ele tinha 4 meses. Assim como também estimulo as brincadeiras da minha infância sem fios e cabos, sem pilhas e baterias.

    Beijos

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    1. É verdade Jamilly.
      Não precisamos de brinquedos eletrônicos, com pilhas, para brincar e ser feliz...
      Estava comentando sobre isso com meu marido...as brincadeiras da nossa infância eram tão felizes e não custavam quase nada, com relação a custo benefício...
      Obrigada pelo seu recadinho.
      Beijos,
      Ju.

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  2. Olá Juliana, vim lá do Mamães em Rede conhecer seu espaço, adorei o post falando da importância de ensinarmos as crianças o valor do dinheiro...
    Agora ao chegar e me deparar com este post, já virei seguidora e já estou curtindo a página pra ficar por dentro dos próximos assuntos.
    Sobre sua conclusão... eu e a Jamilly do Mãe para sempre, temos uma Bc que se chama Recordando, aprendendo e brincando, nela convidamos aos pais para que recordem das brincadeiras quando crianças e ensinem aos seus filhos para que juntos possam brincar, então, te convido a estar conosco na próxima quinzena, será um prazer.
    bjss
    http://cphilene.wordpress.com/

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    1. Obrigada Cris, pelas palavras...
      É muito gratificante saber que nosso trabalho tem valor e agrega valores...
      Com certeza quero contribuir sim, com o trabalho de vcs, que também tenho acompanhado....
      Obrigada pela mensagem e pelo convite.
      Beijos,
      Ju.

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