18 novembro 2018

Solidão na Maternidade.


Hoje é dia Blogagem Coletiva (BC), das amigas queridas: Cris do Prosa de Mãe e Tê do Bolhinhas de Sabão para Maria. Essa ação é coletiva, vem participar a fim de aprender, trocar, etc.

Toda maternidade é única, temos as nossas diferenças, mas também as semelhanças!
E acredito que todas passam por fases de “Solidão na Maternidade”!

“A vida muda completamente após a maternidade”, os pensamentos, os valores, os caminhos, tudo muda... Novas amizades surgem, e nossas dores e delícias muitas vezes são enfrentadas “diariamente” E “sozinhas”...

E “sozinha” não está relacionado em “estar sozinha somente”, mas às vezes precisamos tomar decisões e agir sozinha... Faz parte!

Se eu fosse fazer essa postagem há um tempo atrás, teria muita coisa para escrever, mas hoje percebo que as coisas mudaram...
Nada como a experiência, a maturidade para ajustar as coisas e mostrar caminhos novos e mais tranquilos...

Antigamente a rotina das mulheres e famílias era diferente, as avós participavam juntamente com a mãe (filha) ativamente na criação dos filhos... A vizinhança se conhecia e participava da vida do outro seja com dicas, receitas, apoio, ou os filhos brincavam junto... Enfim, podemos dizer que existia uma comunidade, uma rede de apoio entre as famílias na criação dos filhos...

São as novas gerações, as novas estruturas familiares, os novos modelos de moradias, enfim, são várias vertentes diariamente que nos levam a caminhar sozinhas.

Muitas vezes as avós, amigas, irmãs, vizinhas, esposo, enfim, todos estão ocupados e precisamos tomar “decisões e ações sozinhas”, seguir instinto, consultar a internet, etc.

A verdade é que a gente sente uma falta danada: dos casaquinhos de avó; da vizinha que faz aquela reza braba (risos); da prima que vem jogar bola ou fazer penteados e acaba dando aquela ajuda entretendo os pequenos; daquele bolinho de chuva que só avó sabe fazer... A gente sente falta das dicas de xarope para tosse; dicas de como tirar manchas e gorduras; das cantigas de ninar; das histórias assustadoras que ninguém sabe se é verdade, mas a gente adora escutar; e tudo aquilo que embalava a criação dos filhos...

A “Solidão Materna” é uma realidade atual, e com o passar dos anos essas referências dos tempos antigos vão se perdendo, e a tendência será buscar cada vez mais os videos do youtube, respostas na internet, e os contatos físicos serão raros...

Uma coisa é certa e fato, as nossas redes de apoio mudaram e um dia os filhos vão crescer e seguir seu próprio rumo, e quem sabe a gente será uma das redes de apoio dos filhos... Quem sabe, né? O futuro a Deus pertence, mas com certeza estarei disponível para acolher, apoiar, orientar...

E minha dica é: quando estiver com tempo, quando a maternidade der um alívio (risos), faça ou encontre algo que goste; pessoas que compartilham da sua jornada, porque conversar, fazer atividades externas, estimula a mente e o coração não adoece.

E o blog também é uma forma de compartilhar e acolher todas as maternidades que se assemelham da mesma jornada... Uma forma de ajudar, dar dicas e acolher as mães e famílias, nesse novo cenário materno! E eu também me sinto acolhida escrevendo, porque é prazeroso, é um momento meu que aos poucos foi criando espaço e muita alegria...

É no mínimo intrigante e curioso ver uma foto como essa, uma parcela mínima e gigantesca desse mundão, e mesmo assim se sentir tão só! 
São os tempos modernos, ou seja, muita conexão e pouca interação.
Vista do Terraço Itália - São Paulo - SP
Talvez para quem trabalhe fora, ou tem pessoas trabalhando ativamente na criação dos filhos, não tenha percebido essas mudanças e essa “tal solidão na maternidade”, mas ela existe e é real. Sei que tem pessoas que não agüentam ficar em casa com os filhos, por causa desse novo cenário materno... Mas acredite, você não está sozinha e o interesse é buscar se adaptar e encontrar novos caminhos de comunicação, para não ficar na solidão.

A casa e os filhos demandam muito! E principalmente enquanto os filhos não vão para a escola, a gente não consegue fazer muito ou quase nada para nós, e com pouca interação e ajuda externa, a solidão aparece. Pode não ser a realidade de muitas pessoas, mas é um fato para muita gente... Mas hoje aprendi que faz parte, porque é um período de “cuidar do outro”, de muita dedicação e responsabilidade, uma caminhada solitária por um período... E que vale a pena, porque nada justifica ou paga o carinho, amor e atenção dedicados aos filhos. Essa é a minha percepção e jornada materna.

E para finalizar eu agradeço a Deus pelas pessoas do bem, que mesmo de longe me fazem sentir acolhida nessa jornada materna... (Betinha (mãe),Teresinha Nolasco, Cris Philene, Flavia Rossini, Renata Diniz).
E você, me conta o que tem percebido sobre o tema e assunto de hoje!
Deixe sua experiência e percepção ai nos comentários, vou amar ler sua história.
Até a próxima.
Beijos,
Ju.

5 comentários:

  1. Ju, gostei muito de te ler e ver teus sentimentos em relação à solidão. Gostei de lembrares da rede de apoio que as mamães serão no futuro ,ajudando as filhas nesses cuidados. Eu já sou uma rede... Bem enredada mesmo,rs..

    Que todas tenham apoios quando dele precisarem pois nada melhor para os filhos, quando uma mãe está feliz e mais segura. Lindo domingo,beijos, chica

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  2. Oi Ju!

    Os sentimentos são diversos e cada um tem sua perspectiva. É tão enriquecedor ver as experiências e assim respeitá-las.

    Uma das coisas que destaco na sensibilidade de seu relato, é o blog e as amizades que dele construímos. Você lembrou muito bem, porque ele nos acolhe sim com prazer e alegria pelos amigos que fazemos.

    Muito obrigada por lembrar. Você é muito especial para mim nesta caminhada da maternidade. Sentir a empatia da amizade nos enriquece. Obrigada!

    Beijo!

    Re e Laura

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  3. Oi Ju!
    Tivemos similaridades no nosso olhar para essa postagem!
    Houve mesmo uma enorme transformação em termos de referências - das avós para as youtubers...
    Mas acredito que dá viver bem nessa selva de pedra da vida urbana! A maternidade nos nutre, fortalece.
    Temos mesmo que redescobrir formas, alimentar as amizades porque nossos pequenos logo terão uma vida independente da nossa.
    Um beijo Ju!

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  4. Ju amiga querida... como é atual esse tema! E como numa cidade tão grande a gente ainda assim se sente só...
    Pode ser por um período, uma fase... Mas, qd menos esperamos lá está a solidão batendo a porta!!
    Hj trocamos as dicas e receitas caseiras pelas buscas nos sites de busca...
    Antigamente estávamos mais juntos pessoalmente, hj... mesmo pessoalmente cada qual está em seu telefone isolando de quem está ao lado...
    Eu tb acredito que a caminhada na maternidade faz a gente mudar e entender muitooooo cada fase que passamos.E os novos amigos que chegam agregam e apesar de longe geograficamente a gente sente pertinho no coração.
    Obrigada por participar amamos a sua dica do tema.
    Bjs, Cris

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  5. Oi Ju, como somos diferentes não é, umas sentem mais essa solidão, outras nem percebem, outras sentem de outra forma... E como é boa essa troca, poder falar de nossos sentimentos, poder encontrar outras vivências e aprender um pouco com elas também. Muito boas suas palavras!!

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