Tudo depende do ponto de vista...

Um final de semana desses atrás estava passeando no shopping, com a família.
Sentamos em um desses bancos, que ficam espalhados pelos corredores do shopping.

De repente, mas do que de pressa, uma criança, um menino, que deveria ter uns 4 anos de idade, sentou ao nosso lado.

Um menino magrinho, com expressão triste, ou melhor, sem expressão.
Bem branquinho, chupando sua deliciosa chupeta, com um olhar de difícil interpretação.

Na mesma velocidade que o menino sentou-se no banco, a mãe, mais que depressa, colocou a bolsa dela no banco, abriu e tirou uma pequena bolsa de dentro.
Abriu, e então lá estava, o medidor de glicose, para controle da diabetes.

A mãe rapidamente preparou tudo, e lá foi a picada no dedo do garotinho, tão novinho, tão inocente, uma criança.

Então, logo pensei.
- Ele o garotinho não pode comer: bolo de chocolate, bolo de prestígio, bolachas recheadas, kit-kat, pudim de leite condensado, chocolates, balas, bala de goma...
Pensamento de gordo mesmo (risos).

A minha cara era tipo assim, pasma, assustada, sem chão.
Assim também:

Após essas ilustrações acima, veio o tédio total e a conclusão.

Coitadinho daquele garotinho, não pode comer doce.

Depois de 3 dias, uma segunda análise e conclusão da situação.

Outro ponto de vista.

Coitadinha de mim, que como bolos, bolachas recheadas, chocolates, balas...
É um vício total.

Aquele garotinho é inocente, não sofre pela falta dos doces, pois “talvez” nunca tenha experimentado, então não sabe o sabor daquelas delícias.

O único sofrimento de uma criança é a curiosidade.
Toda criança tem uma curiosidade nata, por tudo que é novo, diferente, nunca visto, ouvido ou experimentado.
Tédio total da minha situação...

Fica a dica:

Nem todos os problemas são tão ruins quanto se parece.
O vício pelos doces, também não é algo bom.
Esse exemplo serve para tudo na vida: tente olhar os problemas com outros olhos, do outro lado da fronteira, por outro ângulo, enxergue de outra maneira.
E seja feliz, do seu jeito.

Um abraço,
Mãe Sem fronteiras

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